125 Anos da primeira sessão: A História do Cinema em 31 Filmes essenciais!

125 Anos da primeira sessão: A História do Cinema em 31 Filmes essenciais!

Em 28 de dezembro de 1895, no Grand Café em Paris, França, aconteceu a primeira sessão pública de Cinema como conhecemos hoje. O filme exibido na ocasião: A Chegada de Um Trem a Estação, dos irmãos Auguste e Louis Lumière. Apesar de ser difícil de se definir com exatidão quem inventou o Cinema de fato, o que é quase um consenso entre historiadores da sétima arte é a importância desses dois irmãos franceses para o processo, o que fica claro pelo simples fato de que foi graças a eles que aconteceu a primeira sessão de cinema aberta a um público, que hoje completa 125 anos!

Dito isso, para celebrar uma data tão importante como essa, preparamos uma lista que passará por toda a história da sétima arte, dos primórdios até os mais variados movimentos, ilustrada por 31 filmes essenciais. Vamos a ela!

Viagem à Lua (1902)

Para abrir essa lista temos aquele que é considerado pela maioria dos estudiosos da sétima arte como o primeiro filme essencial da história. Depois que o Cinema foi inventado, foi o ilusionista francês George Mélies um dos pioneiros a enxergá-lo como uma forma de se contar histórias, sendo então Viagem à Lua seu filme de maior destaque e pioneiro no uso de técnicas de ilusão visual nessa nova arte.

O Nascimento de Uma Nação (1915)

Atravessando o Atlântico, o formato de Cinema como conhecemos hoje desembarcou nos EUA pouco tempo depois de sua criação. Entre os pioneiros no país estão Edwin S. Porter, que realizou o importante O Grande Roubo do Trem (1905), e D.W. Griffith. Esse último foi o diretor do longa aqui em questão. O Nascimento de Uma Nação é extremamente polêmico por conta de acusações de racismo na trama, porém é um filme essencial (para muitos um artefato histórico) e o primeiro épico da história do Cinema.

O Gabinete do Dr. Caligari (1920)

O Gabinete do Dr. Caligari, de Robert Wiene, faz parte de um dos movimentos seminais da história do Cinema: O Expressionismo Alemão. Com o país ainda sofrendo as consequências da Primeira Guerra Mundial, o seu Cinema começou a refletir isso, com histórias cada vez mais sombrias enquanto a forma (Cenários sombrios, distorcidos, etc.) e os temas abordados (Doença mental, criaturas assustadoras, etc.). Para muitos estudiosos, o movimento foi a origem do Terror nos cinemas. Outro destaque do movimento foi Nosferatu, de F.W. Murnau, uma espécie de adaptação de Drácula.

O Encouraçado Potemkin (1926)

O Cinema Soviético foi um dos mais importantes para a história da linguagem cinematográfica, com diretores promovendo experimentos em relação a técnicas de montagem, edição, etc. O Encouraçado Potemkin, de Sergei M. Eisenstein, é o filme que melhor ilustra esse período da história do Cinema, que ainda contou com nomes muitos importantes como Dizga Vertov (Diretor de Um Homem com uma Câmera e que defendia o cinema-verdade) e Lev Kuleshov (inventor do efeito Kuleshov, que indicava que a montagem era essencial para percepção humana das imagens).

Metrópolis (1927)

Fritz Lang foi um dos maiores cineastas da história. Em seu filme Metrópolis, baseado em um livro de sua própria esposa, Thea Von Harbour, Lang fez uma ficção científica revolucionária, com efeitos especiais que até hoje impressionam e estabelecendo arquétipos importantíssimos do gênero nas telas, como o dos robôs, o cientista louco, cidade/mundo futurista distópico, etc. que seriam fundamentais para obras como Blade Runner: O Caçador de Andróides (1986) e Star Wars.

O Martírio de Joana Dar`c (1928)

O Martírio de Joana Dar´c, de Carl Dreyer, representa uma fase do cinema francês conhecida como impressionismo, onde seus precursores defendiam que a sétima arte deveria focar mais em imagens do que em texto, valorizando o primor imagético, que deveria conter uma carga poética muito forte. Esse filme ilustra isso de forma perfeita: Com poucos diálogos (ou intertítulos, que são os diálogos dos filmes mudos), o foco é total na atuação brilhante de Maria Falconetti (para muitos a maior atuação feminina da história), onde ela representa o drama de Joana Dar´c em uma interpretação de cortar o coração aliada com o primor imagético da direção de Dreyer.

Um Cão Andaluz (1929)

O surrealismo também se fez presente na Sétima Arte. Seu precursor, o cineasta espanhol Luis Buñuel, realizou Um Cão Andaluz, um curta metragem que trata-se de uma colagem de imagens surrealistas de natureza onírica, uma atrás da outra. Buñuel ainda contou com a parceria de Salvador Dalí (o maior nome do surrealismo nas artes plásticas) na concepção do filme.

Luzes da Cidade (1931)

A comédia muda americana foi um dos ícones do Cinema, sem sombra de dúvidas. Com grandes nomes como Buster Keaton e Harold Lloyd, seu maior nome, porém, foi Charles Chaplin. Diretor, ator, roteirista, produtor e até mesmo compositor da trilha sonora da maioria dos seus filmes, Chaplin foi uma das mentes mais geniais do cinema e sua obra-prima, Luzes da Cidade, talvez seja o melhor filme para ilustrar sua carreira. Em uma época em que os filmes já estavam começando a deixar de ser mudos, ele desafiou o sistema para contar mais uma história de seu personagem tradicional (O Vagabundo de bom coração), que agora se apaixonava por uma bela florista cega e decidia por ajudá-la a restaurar a visão, em uma das histórias mais comoventes do cinema.

Branca de Neve e os Sete Anões (1937)

As animações, com uma jornada muito complexa e profunda pela sétima arte, são a pré-história do cinema, tendo em vista que antes da invenção da fotografia os experimentos com imagens em movimento eram feitos com ilustrações. Dito isso, talvez a animação mais importante da história seja A Branca de Neve e os Sete Anões. Primeiro longa metragem da empresa de Walt Dinsey, o filme inspirado no conto dos irmãos Grimm foi um marco para o cinema mundial, que provou a rentabilidade do formato longa-metragem para animações, algo que não era muito comum na época, fazendo com que, por conta disso, o filme ficasse conhecido como “a loucura de Disney” na época.

Cidadão Kane (1941)

Cidadão Kane, dirigido e estrelado pelo lendário Orson Welles, encabeça inúmeras listas com o propósito de eleger os melhores filmes de todos os tempos. Muitas pessoas não compreendem isso e esse não é um assunto fácil. Porém, simplificando ao máximo a discussão, o longa, que conta a história fictícia (porém inspirada em uma figura real) do magnata da mídia Charles Foster Kane e a busca em descobrir o que significa “Rosebud”, suas últimas palavras ditas em vida, promoveu diversas mudanças significativas para a linguagem do cinema moderno: estrutura narrativa, montagem, profundidade de campo, etc. (esse é um assunto que merece até mesmo um artigo próprio).

Casablanca (1942)

Casablanca, de Michael Curtiz, é considerado um dos maiores filmes de toda a era conhecida como A Hollywood Clássica, que compreende os anos 1920 até 1960. Ao longo desse período, algumas das produções mais comuns foram Romances (E o Vento Levou…) e Filmes Noir (Falcão Maltês). Sendo assim, Casablanca talvez seja um filme capaz de fazer uma breve síntese dessas duas categorias populares no período citadas anteriormente: Um Romance, que apesar de não ser um filme Noir em si, utilizou muito das características desse tipo de filme (protagonista de caráter duvidoso, sombras e contrastes de preto e branco fortes) e estrelado por dois astros icônicos: O galã/garanhão Humphrey Bogart e a Pin-up (algo como sex-symbol) Ingrid Bergman.

Ladrões de Bicicletas (1948)

Um dos principais movimentos da história do Cinema foi o Neorrealismo Italiano. Após a Segunda Guerra Mundial, em um clima de terra arrasada pelo continente europeu, um grupo de cineastas na Itália decidiu mostrar qual era essa realidade que o país passava. Indo para as ruas, eles decidiram contar histórias cruas e quase que documentais no lugar de dramatizações tradicionais (as gravações eram quase todas feitas em cenários reais e os atores eram em sua maioria não-profissionais). Entre grandes nomes desse período estavam Roberto Rossellini e Vittorio de Sica. Esse último, foi diretor de Ladrões de Bicicleta, que ilustra perfeitamente o conceito desse movimento ao contar a comovente história de um pai e um filho buscando sobreviver nessa dura realidade.

Cantando na Chuva (1952)

Pode parecer clichê, porém os musicais foram também uma parte importante da história do cinema hollywoodiano clássico e do cinema como um todo. Dito isso, não existe filme melhor do que Cantando na Chuva para representar esse gênero na história da sétima arte. Estrelado por Gene Kelly e Debbie Reynolds e dirigido pelo próprio Kelly e Stanley Donen, o filme não foi muito bem recebido em seu lançamento original, mas com o tempo se tornou um ícone (Quem nunca ouviu a música tema do filme?).

Os Sete Samurais (1954)

O cinema do Japão é um dos mais fascinantes de toda a sétima arte. Com grandes nomes muito além do cinema de animação (ou Animes, como são denominadas as animações provenientes do país), como Yasujiro Ozu e Akira Kurosawa, uma das categorias mais marcantes do cinema japonês foram os filmes de samurai. Dito isso, Os Sete Samurais, obra-prima de Akira Kurosawa, o maior nome do cinema samurai, é um dos que melhor representa essa categoria. Indispensável para qualquer um que goste minimamente de cinema, esse longa foi um dos mais importantes e influentes do cinema nipônico e do mundo.

Rastros de Ódio (1956)

Uma menção ao cinema Western (velho oeste) não poderia faltar. Gênero seminal do cinema, ele atingiu seu ponto máximo de popularidade na era de ouro de Hollywood, liderado, principalmente, pelo astro John Wayne e o diretor John Ford. Para ilustrar essa categoria, Rastros de Ódio (estrelado por Wayne e dirigido por Ford) é um exemplo perfeito, tendo em vista que para muitos esse é o melhor filme do gênero de todos os tempos e que resume tudo que foi característico em seus anos dourados. O crítico de cinema francês André Bazin uma vez disse que “Western é o cinema americano por excelência” e Rastros de Ódio é capaz de explicar esse posicionamento.

O Sétimo Selo (1957)

Obra-prima do diretor sueco Ingmar Bergman, O Sétimo Selo é um filme obrigatório para todos. Bergman, um dos maiores cineastas que já pisaram na terra e para muitos o maior da história, sempre abordou temas e questionamentos provocantes e complexos em suas obras, onde falava sobre religião, filosofia, psicologia, relações humanas, entre outros, com excelência. O Sétimo Selo sintetiza perfeitamente a carreira do diretor, ao contar a história de um cavaleiro (Max Von Sydow), que ao voltar de uma das cruzadas, encontra uma Europa desolada pela peste negra. Desafiando a morte para um jogo de xadrez, o que ele passará a partir daqui é uma jornada de reflexão a respeito de questões sobre a vida que o afligem.

Um Corpo que Cai (1958)

Uma lista de filmes essenciais sem a presença de Alfred Hitchcock seria uma lista sem credibilidade. O Mestre do Suspense, como também era conhecido, estabeleceu muito da linguagem do cinema no que tange o suspense, com técnicas e formas de filmar que contribuíam para a tensão e o mistério, ajudando assim a moldar o gênero. Um Corpo que Cai é uma obra-prima do diretor (talvez não seja seu filme mais popular, perdendo o posto para Psicose), com elementos “Hitchcockianos” característicos, esse filme, em 2012, conseguiu bater até mesmo o próprio Cidadão Kane na lista de Melhores Filmes de todos os tempos da renomada revista Sight & Sound.

Os Incompreendidos (1959)

Outro movimento extremamente fundamental na história do cinema foi a Nouvelle Vague francesa (Algo como A Nova Era francesa). Liderada por jovens críticos de cinema, advindos principalmente da revista Cahiers du Cinema, que estavam cansados de somente escrever sobre e decidiram fazer cinema em si, esse movimento trouxe diversas inovações para o cinema francês e mundial, focando agora em histórias de cotidiano e liberdade estética para experimentalismos. Entre seus grandes nomes estavam Agnès Varda, Jean-Luc Godard e François Truffaut. Esse último, foi diretor de Os Incompreendidos, uma espécie de autobiografia sua e que, ao ser um dos inauguradores do movimento, exemplifica muito bem os seus valores.

Oito e Meio (1963)

Queridinho de profissionais de cinema, e de carreiras criativas como um todo, Oito e Meio, dirigido por Frederico Fellini (Il Maestro, como também era conhecido), para muitos o maior cineasta da Itália, conta a história de um diretor de cinema (Marcelo Mastroniani) que passa por um bloqueio criativo que o impede na realização de seu próximo filme. Obra muito pessoal de Fellini (que passava por um processo parecido na época), o filme acaba por conversar muito, como dito, com profissionais de áreas criativas, que em um momento ou outro de suas vidas acabam passando por algo semelhante ao mostrado no filme. Oito e Meio é considerado por muitos a obra máxima do cineasta e um dos clássicos indispensáveis do cinema.

2001: Uma Odisseia no Espaço (1969)

Polêmico, porém genial, Stanley Kubrick teve uma carreira incrível. Passou pelo terror (O Iluminado), Comédia (Dr. Strangelove), Guerra (Nascido Para Matar), Filme de Época (Barry Lyndon) e Ficação-Científica (2001 e Laranja Mecânica), colecionando obra-prima atrás de obra-prima com seu perfeccionismo inconfundível. Para marcar presença nessa lista, a escolha de 2001: Uma Odisseia no Espaço se dá por esse ser um filme que, apesar de complexo (e por isso odiado por muitos), é uma experiência cinematográfica única. Em uma época em que explorar o espaço era o foco das duas superpotências globais (EUA e URSS), o diretor levou a sua audiência para o espaço, em uma experiência surpreendentemente convincente e perfeita até hoje.

O Poderoso Chefão (1972)

Se a era de ouro do cinema de Hollywood durou dos anos 20 até os 60, os anos de 1960 em si foram de ruptura com as convencionalidades da indústria americana. Com a sociedade mudando rapidamente (movimentos sociais, Guerra do Vietnã, contracultura, etc.) o cinema também mudou e se deu início o período conhecido como A Nova Hollywood, onde novas histórias podiam ser contadas (mais ousadas, violentas e refletindo aquela realidade). Para muitos inaugurada oficialmente com Bonnie e Clyde: Uma Rajada de Balas, de 1967, esse movimento, porém, atingiu seu auge nos anos 70, com jovens nomes como Martin Scorsese, Brian de Palma, Steven Spielberg, George Lucas e Francis Ford Coppola. Esse último foi diretor de O Poderoso Chefão, um representante perfeito dessa nova era do cinema americano com seu roteiro e direção perfeitas e um elenco recheado de estrelas como Marlon Brando e Al Pacino.

Taxi Driver (1976)

Martin Scorsese é o diretor favorito de muita gente. Um verdadeiro entusiasta da sétima arte, seus filmes conquistam audiências com uma facilidade que só um verdadeiro mestre conseguiria. Sendo ele um dos grandes nomes da Nova Hollywood dos anos 70 e diretor de obras indispensáveis (para citar algumas além da aqui em questão: Touro Indomável, Os Bons Companheiros, Os Infiltrados, etc.), Taxi Driver talvez seja o expoente de sua carreira, que o lançou para o mundo, e demonstra também muito do que foi o cinema dessa época: Uma história realista e brutal, sobre solidão e os efeitos da sociedade nos indivíduos que vivem a sua margem. O filme também promoveu a ascensão de um astro: O ator Robert De Niro.

Star Wars (1977)

Se os anos 70 foram de realismo e histórias com forte tom político e social, um homem decidiu desafiar essa lógica: George Lucas. Ainda jovem, Lucas se inspirou em westerns, filmes de samurai de Kurosawa e séries de ficção científica como Flash Gordon para desenvolver o roteiro de Star Wars (mais tarde renomeado para Star Wars Episódio IV: Uma Nova Esperança). O diretor e sua saga espacial desacreditada por todos na época mudaram a forma de se fazer e vender cinema, dando início ao modelo dos Blockbuster (filmes grandiosos, com fortes campanhas de marketing e recheados de efeitos especiais) e estabelecendo o evangelho que toda franquia pop de sucesso deveria seguir, com investimento forte em licenciamento de produtos (camisetas, bonecos, etc.), algo pouco comum na época e que tornou Star Wars em um fenômeno (e Lucas no cineasta mais bem sucedido da história).

Apocalypse Now (1979)

Apocalipse Now é considerado por muitos o maior filme de Guerra de todos os tempos. Recheado por aqueles que talvez sejam os bastidores mais complicados e problemáticos da história do cinema, o filme de Francis Ford Coppola é quase um milagre. Entre troca de protagonista (Harvey Keitel por Martin Sheen), um furacão, uma crise de nervos do diretor, um Marlon Brando problemático, entre outros inúmeros problemas, o longa, que fala sobre a loucura que foi a Guerra do Vietnã e que é a guerra em geral, ironicamente foi uma loucura para ser realizado. Ainda assim, o resultado é uma obra-prima que choca seus espectadores (ainda mais depois que se tem a noção de todos esses problemas de sua produção). Anos depois, foi lançado o documentário O Apocalipse de um Diretor, sobre a produção do filme, e também essencial, principalmente para aqueles que acham que fazer cinema é uma tarefa fácil.

E.T: O Extraterrestre (1982)

Os anos 80 foram uma época icônica e que coleciona uma legião de fãs e saudosistas. Entre inúmeras franquias e filmes de ficção e fantasia (De Volta para o Futuro, Exterminador do Futuro, Indiana Jones, Curtindo a Vida Adoidado, entre inúmeros outros), se tem um longa e uma pessoa que representam perfeitamente a magia dessa década esses são, respectivamente, E.T: O Extraterrestre e seu diretor Steven Spielberg. Um dos Produtores e diretores de maior sucesso da história, Spielberg marcou a sétima arte de diversas maneiras. Apesar disso, sua maior marca talvez tenha sido na magia dos anos 80, perfeitamente bem representada pela história do simpático alienígena que faz amizade com um grupo de crianças na terra.

Close-Up (1990)

O Cinema iraniano é um dos mais queridos por amantes da sétima arte ao redor do mundo. Ganhando força após a Revolução Iraniana de 1979, o cinema do país traz temas políticos e questões e problemas cotidianos fortes, com obras intimistas indo contra os espetáculos grandiosos de Hollywood. O maior nome do país é o cineasta Abbas Kiarostami e seu filme Close-Up, com muitos elementos documentais e dramáticos misturados, é um bom representante dos valores de sua obra e da sétima arte do país como um todo, contando a história de um jovem cinéfilo que vai preso ao se passar pelo seu maior ídolo.

Pulp Fiction: Tempo de Violência (1994)

Os anos 90 para o cinema americano foram de ascensão do chamado cinema independente (filmes que não contavam com nenhum grande estúdio por trás distribuindo ou produzindo-os). Os nomes mais fortes dessa fase foram cineastas como Paul Thomas Anderson, os irmãos Joel e Ethan Coen e Quentin Tarantino (que, em sua maioria, ao contrário da geração dos anos 70, que eram estudantes recém formados em cinema como faculdade, não eram formados em cinema de maneira formal). Para representar esse período, Pulp Fiction, de Quentin Tarantino, é o exemplo perfeito, que lançou um diretor e roteirista (que já vinha de uma realização anterior, Cães de Aluguel, de 1992) aos holofotes, sendo ele hoje um dos mais populares e amados nomes do cinema no mundo todo.

Toy Story (1995)

Toy Story representou uma revolução na sétima arte. O longa desenvolvido pela amada empresa de animação digital 3-D, Pixar, foi o primeiro de toda a companhia e o primeiro filme 100% digital na história do Cinema, apesar de experimentos com a tecnologia que já vinham sendo realizados nos anos anteriores. Um marco histórico, os brinquedos que ganham vida revolucionaram a arte e levaram o nome de um dos maiores estúdios de animação do mundo ao estrelato.

A Viagem de Chihiro (2001)

Os Animes, animações características do Japão, começaram a ganhar popularidade no ocidente no final dos anos 80, com obras como Akira (1988) e o surgimento do estúdio de Animes conhecido como Studio Ghibli. Esse último lançou obras-primas como O Túmulo dos Vagalumes e vem colecionando uma legião de adoradores ao redor do globo. Porém, o filme que fez verdadeiramente o nome Ghibli no mundo foi A Viagem de Chihiro. Dirigido por Hayo Miyazaki, um dos fundadores do estúdio, a história de autodescoberta da menina que nomeia o longa quebrou barreiras e foi a primeira animação em língua não-inglesa a vencer o Oscar de Melhor Animação, em 2003.

Trilogia O Senhor dos Anéis (2001-2003)

Inspirada na obra do escritor J. R. R. Tolkien, a trilogia Senhor dos Anéis é uma obra-prima comandada pelo diretor e produtor Peter Jackson. A perfeição técnica de Jackson e de todos os envolvidos na produção para criar e contar a história da Terra Média idealizada por Tolkien foi um marco para o cinema do século XXI, revolucionando e moldando muito do que a sétima arte americana vive hoje em termos de efeitos visuais e produção de cinema como um todo. A trilogia arrecadou um quantia incrível de 17 prêmios Oscar.

Parasita (2019)

Parasita foi o grande hit global de 2019. O filme sul-coreano, comandado pelo simpático diretor Bong Joon-ho, não foi esse sucesso todo por coincidência. Além de extremamente bem realizado em relação a tudo que um filme precisa para ser bom, Parasita também representa anos e anos de trabalho do governo sul-coreano de incentivo e proteção de suas artes e seu cinema, que nos últimos anos já vinha crescendo exponencialmente muito além de Parasita e Bong Joon-ho. O longa aqui em questão foi apenas a coroação desse trabalho digno de aplausos, que, muito além dessa ovação, quebrou barreiras importantes de popularidade, sendo o primeiro filme em língua não-inglesa a vencer o Oscar de Melhor Filme.

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