30 anos do Julgamento Final: Como Exterminador do Futuro mudou o Cinema!

30 anos do Julgamento Final: Como Exterminador do Futuro mudou o Cinema!

Tudo começou em 1977, com o lançamento do primeiro Star Wars. Nesse momento, você, leitor, provavelmente está pensando: “Ué, o tema não era Exterminador do Futuro? O que diabos Star Wars tem a ver com isso?” Calma! Vamos por partes… James Cameron, o diretor, produtor e roteirista criador da franquia Exterminador do Futuro, se consagrou em sua carreira pela realização de obras que exploraram tecnologias inovadoras para a indústria do cinema. Afinal, ele foi o cara por trás de longas como Avatar, de 2009, um dos filmes mais inovadores do século XXI, onde o uso do 3D e de câmeras IMAX, tão comuns nos últimos 10 anos, foram completamente impulsionados e elevados a um outro nível de sofisticação. Além disso, Cameron, como dito, esteve por trás da criação de Exterminador do Futuro, uma das franquias mais famosas e importantes da história do Cinema mundial, principalmente quando o assunto são efeitos especiais.

James Cameron sempre foi um entusiasta de inovações tecnológicas. O diretor conta que essa sua paixão começou quando ele assistiu no cinema ao primeiro Star Wars, de George Lucas, em 1977 (agora a introdução faz sentido!). Desde então, além da paixão por cinema como um todo, nascia ali, principalmente, o fascínio do jovem por efeitos especiais, elemento cinematográfico cuja a obra de Lucas também viria a ser revolucionária, já que foi lançada em uma época onde filmes recheados deles não eram tendência na indústria hollywoodiana, que priorizava histórias mais pés no chão e realistas, como O Poderoso Chefão (1971), Chinatown (1973), Taxi Driver (1976), etc.

George Lucas (esquerda) e James Cameron (direita).

Dito isso, influenciado pelas aventuras de Luke Skywalker e seus amigos, Cameron estava decidido a formar uma carreira na indústria do cinema. Com trabalhos iniciais voltados, justamente, mais para áreas de tecnologia, ele colaborou com diretores como John Carpenter, onde esteve presente no processo de criação dos efeitos de Fuga de Nova York, de 1981. Porém, foi somente com O Exterminador do Futuro, três anos mais tarde, que Cameron começaria realmente a mostrar todo seu potencial. Agora, além de um técnico em efeitos especiais, Cameron se provaria também um cineasta com domínio perfeito sob o uso desses em suas obras.

A história da franquia começa quando o diretor teve um pesadelo com um corpo metálico/robótico segurando facas de cozinha e fugindo de uma explosão. A partir disso, utilizando como inspiração filmes de terror e ficção científica do próprio John Carpenter (o principal deles, Halloween, de 1978) e filmes sobre futuro distópico, tendência na década de 80, como era o caso de Mad Max, James Cameron escreveu o roteiro do que viria a ser o primeiro longa de uma franquia que mudaria o cinema. A trama girava, basicamente, em torno de um Ciborgue modelo T-800, que é enviado para o passado com o intuito de matar Sarah Connor, uma jovem cujo filho, John Connor, será o futuro líder de uma rebelião contra o domínio das máquinas sobre os humanos.

Pôster clássico de O Exterminador do Futuro.

O elenco foi um grande acerto da produção. Vindo do seu papel como Conan em Conan: O Bárbaro (1982), Arnold Schwarzenegger foi escolhido para o papel de T-800 (no filme ele fala, ao todo, cerca de 10 frases) depois de nomes como Mel Gibson e Sylvester Stallone o terem recusado. Originalmente, ele estava cotado para o papel de Kyle Reese, o mocinho que defende Sarah Connor, que acabou sendo vivido por Michael Biehn. Já a personagem de Sarah em si, acabou ficando nas mãos da atriz Linda Hamilton, que se consagraria no papel como uma das principais personagens (e, no filme seguinte, heroína de ação) da história do cinema.

Hamilton como Sarah Connor em O Exterminador do Futuro 2. A personagem foi de donzela em perigo no primeiro filme para heroína de ação na sequência.

Lançado em 1984, o filme foi um sucesso estrondoso de público e de crítica. Misturando com excelência uma atmosfera de terror com ficção, O Exterminador do Futuro é altamente lembrado como uma das principais produções dos anos 80, destacando-se também, justamente, por seus efeitos visuais marcantes, que foram um dos principais focos do processo criativo da sua realização.

Uma das cenas mais marcantes do filme, feita completamente por efeitos práticos.

Porém, esse era só o início de uma história que tomaria dimensões ainda maiores: Foi o segundo filme da franquia, O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final, de 1991, que completa 30 anos de seu lançamento original esse ano e que foi tão (ou até mesmo mais) aclamado quanto o seu antecessor, que promoveu um impacto ainda maior na indústria, por conta do revolucionário uso de efeitos digitais, de computação gráfica e CGI (imagens geradas por computador).

Na trama, onde agora o T-800 deve proteger John Connor, um dos maiores destaques foi o personagem T-1000, vivido por Robert Patrick. Um novo modelo de Exterminador, agora feito de metal líquido, ele podia mudar de forma. Sendo assim, com o intuito de trazer o antagonista do filme a vida, o uso de efeitos digitais foi um dos mais ambiciosos da história, em uma época onde a tecnologia ainda estava em desenvolvimento. O filme entraria para a história como um dos maiores desafios da Industrial light and Magic, estúdio de VFX fundado por George Lucas para a realização de Star Wars e que, desde então, se tornou uma das maiores referências no assunto em toda a indústria.

Hoje em dia, além de todos os méritos da direção e do roteiro, completamente envolvente e com um desfecho emocionante, os efeitos especiais utilizados em O Exterminador do Futuro 2 continuam impressionantes. Mais do que isso, eles ajudaram a moldar as décadas seguintes da indústria, que passaria a usar em massa a tecnologia de CGI e de computação gráfica, como vimos na trilogia Senhor dos Anéis, na saga Harry Potter e em Os Vingadores e filmes de heróis como um todo.

Após o segundo filme, a franquia ganhou mais 4 longas: Rebelião das Máquinas (2003), Salvação (2008), Gênesis (2015) e Destino Sombrio (2019). Apesar de nenhum deles ter obtido o sucesso esperado, e, consequentemente, a franquia estar até hoje em busca de se reencontrar nas telas, o “empurrão” de James Cameron e toda sua equipe, que ajudou a definir a cara de um mercado por mais de 30 anos, jamais será manchado ou esquecido. Aproveitando a oportunidade: O que será que Cameron pretende aprontar em Avatar 2?

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