Crítica: Misturando elementos da Fantasia e Artes Marciais, Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis é uma bem-vinda expansão de horizontes da Marvel!

Crítica: Misturando elementos da Fantasia e Artes Marciais, Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis é uma bem-vinda expansão de horizontes da Marvel!

Shang-Chi, o mestre do Kung Fu da Marvel Comics, foi criado em 1973 por Steve Engleheart e Jim Starlin. Nessa época, os filmes e séries de artes marciais, como aqueles protagonizados pelo icônico Bruce Lee, viviam o seu auge, servindo de influência para a criação do herói, cuja origem também viria a contar com inspirações de Fu Manchu, protagonista dos livros do escritos Sax Rohmer.

Quando falamos em representatividade nas telas, não seria um exagero afirmar que o Universo Cinematográfico do Marvel Studios é uma das franquias do cinema blockbuster moderno que melhor a faz. Após filmes como Pantera Negra e Capitã Marvel, chegou a vez do primeiro protagonista asiático do MCU tomar as rédeas de seu próprio filme. 

Na trama, acompanhamos a história de Shang-Chi (Simu Liu), um jovem chinês que, após uma tragédia familiar, foi treinado por seu pai para que se tornasse um mestre de artes marciais. Porém, após descobrir a verdade por trás das intenções de seu pai, ele se vê obrigado a rebelar-se, traçando um caminho de fuga de seu passado. Apesar disso, a partir do momento em que a misteriosa organização conhecida como os Dez anéis começa a persegui-lo, ele se verá obrigado a encarar o seu verdadeiro destino.

Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis segue a fórmula base de inúmeros filmes da Marvel, inclusive, os de origem de um herói inédito, como é a caso aqui, o que justificaria argumentos de “é mais do mesmo”. Porém, usando e abusando de uma representação estética que se baseia em elementos de filmes de fantasia, principalmente na segunda metade da projeção, o trunfo do filme está na forma como ele é competente em expandir os horizontes do universo Marvel para uma nova mitologia e novos conceitos, que, como visto nas tradicionais cenas pós-créditos do estúdio, serão de suma importância para o futuro. 

As cenas de ação de Shang-Chi são outro ponto alto do filme. Aqui, as excelentes coreografias das lutas são completamente inspiradas nos supracitados longas protagonizados por Bruce Lee. Com o uso de cortes mais dinâmicos e rápidos, uma trilha sonora com elementos de música eletrônica e uma excelente exploração dos mais diversificados ambientes e situações onde elas possam se situar, desde o interior de um vagão de metrô, até as beiradas de um arranha-céus, as artes marciais como gênero cinematográfico ganham uma abordagem linguística moderna bastante funcional. 

Vale ressaltar também o excelente trabalho do elenco do filme. Shang-Chi entra a fundo em questões como relações familiares, principalmente as do protagonista com seu pai, e a fuga do passado e aceitação do próprio destino, temáticas um tanto quanto semelhantes com as já vistas esse ano em outro lançamento do Marvel Studios, Viúva Negra. Nesse ponto, Simu liu e Tony Leung fazem um excelente trabalho em construir essa relação de conflito entre pai e filho, que buscam, por meios diferentes, o mesmo fim: uma conciliação com seus próprios passados.

Em suma, Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis é mais um filme nos padrões Marvel. Para além de expandir a galeria de heróis desse universo cinematográfico, que agora ganha um carismático primeiro protagonista asiático, o longa chega para apresentar novos conceitos e personagens que farão o público fã dos quadrinhos vibrar, em uma competente mistura de elementos fantásticos e das artes marciais. 

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