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    Crítica - O Assassino é talento de David Fincher em thriller focado na mente fria e meticulosa de seu protagonista.

    Crítica - O Assassino é talento de David Fincher em thriller focado na mente fria e meticulosa de seu protagonista.

    3 min.12/11/2023Guilherme Salomão

    No decorrer dos primeiros minutos de “O Assassino”, nova realização do norte-americano David Finhcer (Clube da Luta, A Rede Social) para a Netflix, o protagonista interpretado por Michael Fassebender é apresentado como um assassino de aluguel extremamente frio e metódico. Encenados de forma rigorosa e detalhada pelo diretor, suas habilidades, cuidados e valores rígidos, entretanto, são colocadas à prova por uma reviravolta que surpreende na mesma medida espectador e personagem: um erro durante um de seus serviços.

    Embarcando em uma jornada de vingança dinâmica e violenta, Fincher e o roteirista Andrew Kevin Walker (também autor do roteiro de Seven: Os Sete Crimes Capitais, outro célebre filme do cineasta) dispensam detalhes aprofundados sobre particularidades da vida desse indivíduo para além da presença de sua companheira (interpretada pela atriz brasileira Sophie Charlotte em participação discreta), que vem a se tornar o grande motivo de sua vingança. Até mesmo o seu serviço que dá errado em momento algum possui objetivos e motivações esclarecidas.

    O foco é total em adentrar na mente desse matador de aluguel (cujo verdadeiro nome também nunca nos é revelado) e em como ela busca o estabelecer como essa personificação de um profissional calculista, austero e sem empatia. Para isso, as escolhas criativas de Fincher, que muito remetem a Alfred Hitchock (principalmente Janela Indiscreta, 1954) e aos complexos protagonistas de Paul Schrader, são bastante ajustadas.

    O tom de seriedade do assassino (que ao longo de toda a projeção o verdadeiro nome nem sequer é revelado) se reflete na atuação de Michael Fassebender. Constantemente envolto por tons azuis e esverdeados e pelas sombras de clima Noir da fotografia que refletem frieza e mistério, o trabalho do ator é de movimentos pouco espalhafatosos e expressão facial rígida, imutável na maior parte do tempo.

    Refletindo a meticulosidade desse personagem, a direção e a montagem, por sua vez, a todo momento alternam cuidadosamente entre um olhar objetivo e um subjetivo, em que somos levados a enxergar a realidade diretamente a partir dos olhos do assassino. A tensão é ainda mais acentuanda pela narração em off de Fassebender, que incessantemente repete crenças como “Atenha-se ao plano” e “Não improvise. Preveja” em momentos chave da trama- e é inegável que esses são os maiores alicerces e acertos do filme no que tange o envolvimento do espectador na psique do personagem principal.

    Assim, nas mãos de um diretor menos talentoso, o resultado final de O Assassino poderia ser dos mais sem graça e genérico. Porém, é ao dispensar complexidades e reviravoltas em demasia e focar em todo esse exercício formal preciso supracitado, que o talento de David Finhcer para com o Thriller, gênero que lhe foi tão frutífero, mais uma vez se sobressai. E é claro que novas obras instigantes sempre são bem-vindas na galeria de realizações dos grandes nomes do cinema.

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