Crítica: Um Lugar Silencioso Parte 2 replica de forma bem-sucedida a fórmula de seu antecessor!

Crítica: Um Lugar Silencioso Parte 2 replica de forma bem-sucedida a fórmula de seu antecessor!

Considerado um dos principais expoentes de uma nova e frutífera safra de filmes do gênero terror, o elogiado Um Lugar Silencioso, de 2018, com direção e roteiro de John Krasinski (The Office), se tornou uma grande surpresa dessa categoria de filmes, que, como dito, nos últimos anos vem tomando novos ares, com produções aclamadas como Invocação do Mal, A Bruxa e Hereditário.

A história, programada para ser contada em uma trilogia, nos mostra uma família vivendo em um cenário pós-apocalíptico, onde criaturas extremamente sensíveis ao som agora também vivem na terra, obrigando os personagens a viverem (ou melhor, tentarem viver) em silêncio absoluto.

Nesse contexto, aqui estamos com o tão aguardado “filme do meio” dessa trilogia, que finalmente está entre nós após uma série de adiamentos por conta da pandemia de Covid-19. Assim como seu antecessor, Um Lugar Silencioso Parte 2, que também conta com roteiro e direção de Krasinski, consegue ser um terror bem-sucedido. Na verdade, o mais adequado a se afirmar seria que a continuação aqui em questão consegue reproduzir perfeitamente todos os elementos que tornaram o longa de 2018 em um grande filme. 

A começar pelo clima de tensão, tão bem explorado pelas longas sequências de silêncio, onde qualquer som mais intenso atrairá as criaturas, está de volta aqui. Principalmente após um prólogo, revelando como os Monstros chegaram a terra, nos primeiros momentos da projeção, que começa logo após os acontecimentos do primeiro filme, o clima é praticamente o mesmo. E nós, espectadores, estamos mais uma vez imersos nele. 

Emily Blunt, que vive a matriarca da família, consegue repetir todo o brilhantismo de sua atuação vista no longa original, que passa com maestria a aflição e desconforto de uma mãe lutando por sua própria sobrevivência e pela sobrevivência de seus filhos naquela realidade desafiadora. Ademais, ainda com relação ao elenco, temos a adição de Cillian Murphy, que vive um novo aliado da família, que vem para contrapor dramaticamente a personagem de Blunt, sendo ele um homem que perdeu sua esposa e filhos. 

Em dado momento da projeção, o longa se divide em dois núcleos principais: O do personagem de Murphy e da filha surda-muda de Blunt (Millicent Simmons, que assim como sua mãe das telas, também reprisa grande performance) e o da personagem da atriz em si e seus filhos- o mais velho e o recém nascido. Apesar de as duas serem bastante tensas e provocarem algumas das melhores sequências e sustos do longa, é importante ressaltar algumas decisões mais óbvias do roteiro, como a grande quantidade de “Deus Ex-Máquina” (um termo que, em linhas gerais, se refere a quando um personagem é salvo de última hora por algum outro indivíduo) e algumas atitudes completamente sem sentido de alguns personagem (para evitar spoilers, não me aprofundarei nesse ponto. Porém, há uma decisão de determinado membro da família que chega a ser revoltante de tão sem sentido).

Em suma, como dito no início dessa crítica, Um Lugar Silencioso parte 2, apesar de alguns pequenos deslizes, replica a fórmula bem sucedida de seu antecessor. Para além disso, o filme também faz novas adições a esse universo- além de Murphy no elenco, o longa acaba também aprofundando explicações sobre os acontecimentos vistos no primeiro filme, além de deixar um instigante gancho para a terceira parte da franquia. Até que ponto, além do que já vimos, nossos personagens irão em busca da sobrevivência é uma pergunta que teremos de esperar pelo capítulo final da saga para obtermos a resposta (ou não).

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