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    O Exorcista (1973): A obra-prima de William Friedkin

    O Exorcista (1973): A obra-prima de William Friedkin

    3 min.09/04/2024Jonas Souza

    Tido por muitos como o melhor filme de terror da história, O Exorcista perpassou gerações e segue como uma das maiores referências do gênero. Baseado no livro homônimo de William Peter Blatty, a obra dirigida por William Friedkin revolucionou o cinema assustador pelo uso de efeitos práticos e visuais realistas que chegaram a causar mal estar nos espectadores durante a exibição nos cinemas norte-americanos em 1973.

    O maior nome escalado para o elenco foi o lendário ator Max von Sydow, que interpretou o Padre Merrin. Todavia, quem mais se destacou no longa foi a jovem Linda Blair, que tinha apenas 14 anos de idade quando o filme foi lançado nos Estados Unidos. Blair interpretou magistralmente Regan MacNeil, personagem atormentada por um demônio sumério chamado Pazuzu. Outro nome aclamado pela crítica foi Jason Miller, que deu vida ao Padre Damien Karras em sua estreia como ator nas telonas. Sendo um dos personagens centrais da trama, Karras é apresentado como um ex-boxeador, psiquiatra e católico incrédulo vivendo numa espiral de culpa por ter abandonado a própria mãe no hospital para morrer. Este fato leva o personagem a também ser atormentado pelo espírito maligno, que usa a culpa para mexer com o seu psicológico.

    Mesmo após quase 50 anos de seu lançamento, O Exorcista ainda impressiona por seu roteiro conciso, montagem eficiente e ideias inovadoras. Além das cenas mais conhecidas, como as da menina girando o pescoço e descendo a escada de costas, uma em especial se destaca: o pesadelo de Karras. Na sequência angustiante, Friedkin foge das tradicionais trilhas sonoras horripilantes e utiliza apenas ruídos de fundo para mostrar o clérigo tentando se aproximar da falecida mãe e não conseguindo.

    Os efeitos sonoros do filme são um show à parte. Portas rangendo, gavetas se abrindo e até mesmo a voz do demônio (Mercedes McCambridge) são exemplos da genialidade por trás do longa-metragem. Friedkin também acertou em cheio na escolha da trilha sonora. A faixa “Tubular Bells”, do músico britânico Mike Oldfield, se tornou uma das mais marcantes da história do cinema.

    Inspirado, o diretor norte-americano também resolveu colocar uma mensagem obscura na película. Em algumas cenas, o rosto pálido do demônio é visto rapidamente e ajuda no aumento da atmosfera sombria do longa. Entretanto, esse recurso causou o banimento do trailer original da obra, tendo sido recusado pela produtora Warner Brothers.

    Os três atos de O Exorcista são de tirar o fôlego do espectador, e prendem por causar um misto de medo, angústia e claustrofobia. Sucesso comercial e de crítica, o trabalho atemporal de Friedkin inspira diretores de terror até hoje, tendo pavimentado o caminho para nomes como Ari Aster (Hereditário, 2018), Robert Eggers (A Bruxa, 2015) e Jennifer Kent (O Babadook, 2014).

    O clássico inconteste da sétima arte ganhou diversas sequências, versões estendidas e uma série de televisão, porém a icônica versão original permanece intocável e, não por acaso, foi indicada em dez categorias no Oscar de 1973 e ganhou em melhor mixagem de som e melhor roteiro adaptado.

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